<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053</id><updated>2011-04-21T18:20:00.852-07:00</updated><title type='text'>Mãos Livres</title><subtitle type='html'>devaneios | relatos | lembranças</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-7126799663720268294</id><published>2009-03-06T06:59:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T07:59:13.272-08:00</updated><title type='text'>"Porque quando o sol subir, tudo chega e a paz acaba..."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/SbFH2bZDcqI/AAAAAAAAAEM/cYQjasnu-zE/s1600-h/humait%C3%A1+032+copy+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 233px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/SbFH2bZDcqI/AAAAAAAAAEM/cYQjasnu-zE/s320/humait%C3%A1+032+copy+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310104436037874338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O significado mais pertinente ao nome de seu ofício é “aquele que escreve com a luz”, mas é justamente quando esta se mostra mais escassa que L. sente sua mente ordenando mais vida, mais atividade, vontades e idéias, em lugar de apenas sono. “É perda de tempo demais! Só tenho uma vida, o que já é muito pouco, e meu corpo ainda me obriga a gastar um terço dela sobre um colchão (como diz a propaganda da Ortobom)!”, indignou-se uma noite dessas, numa conversa entre amigos. Não é que lhe incomode o sol e sua força cada vez maior, mas a noite lhe é muito mais inspiradora. É quando a maioria das pessoas só pensa (por vontade ou necessidade) em despencar em suas respectivas camas, que L. arrisca perder mais alguns minutos ou horas de sono em troca de produção. É produzindo que se sente mais vivo e sabe que é nesse período em que produz melhor. Só não confunda a produção aqui citada com aquela que seu chefe te cobra ao fim de cada mês, ok?!&lt;br /&gt;Na madrugada não há engarrafamentos. Depois da 23 horas, até mesmo dirigir pode lhe ser prazeroso. Não há o barulho excessivo de motores e buzinas, o que permite que se ouça melhor as músicas nos headphones. Até os programas de TV são menos deprimentes nas madrugadas! Me desculpe, sol, mas foi quando você estava do outro lado do mundo que a noite aproveitou para presentear L. com as melhores letras, textos, conversas, músicas, transas, filmes, porres e livros. O silêncio na rua se dá muito bem com o barulho do ventilador e dos alto-falantes do microsystem sempre cumprindo seu indispensável papel de manter a qualidade da trilha sonora das atividades de L..&lt;br /&gt;Lhe seria prazeroso uma boa companhia agora, seja para falar sobre o disco novo do Dead Fish, cozinhar ou assistir aquele filme pela terceira vez. Mas, na noite, até mesmo a solidão lhe traz felicidade.&lt;br /&gt;Se desprende do relógio que lhe lembra do horário das cobranças que o dia seguinte trará e abre espaço para um turbilhão de vontades. Chega a lhe causar certa aflição. Precisa viajar, rever certas pessoas... Alguns minutos atrás um amigo lhe falou que algumas companhias aéreas reduziram o preço de suas passagens, lhe causando euforia com a idéia de poder matar saudades e conhecer mais pessoas, lugares e momentos. Mais marcas pra sua vida. Mais noites mal dormidas e bem vividas, como esta mesmo, em que sonha sem adormecer, pensando nas possibilidades que os próximos dias lhe trarão. Precisa fazer mais uma banda, voltar a escrever, dar um abraço na mãe na manhã seguinte, terminar Crime e Castigo, quebrar aquele filadaputa no pau, dançar, falar aquela parada pra ela e ir à praia.&lt;br /&gt;Radiohead no playlist. Há alguns meses essa é sempre a trilha por volta das 1h. Desliga o monitor e se deita. O redemoinho formado em sua mente não permite que os olhos se fechem. O pensamento ainda está nas possibilidades, mas desta vez nas que os dias passados lhe trouxeram e, como demasiadamente humano que é, abraçou-as. Junto à posterior sensação ruim de não ter vivido ao máximo, vem a apaziguadora esperança das voltas: as que o mundo dá e as que damos por ele. Pela janela, aos olhos resta um pedaço de céu, apertado entre prédios. Vê as nuvens firmes, não parecem se mover, nem desabam. “Puta que pariu! Calor insuportável o desses dias!”. O ventilador no máximo parece produzir mais barulho que vento. L. duvida quase que convictamente que alguma das pessoas que passeiam pelos seus pensamentos naquele momento tenha uma recíproca pra lhe oferecer e, na verdade, já não sabe se isso tem mesmo tanta importância. Lembra do demasiadamente humano? Justamente por saber que o é, sabe também que não é o único.&lt;br /&gt;Suas ansiedades são amenizadas pelo silêncio das ruas vazias e a luz amarela de seus postes. Sente que os seus estão seguros e o que ainda não veio tem sua hora. Isso é o que mais importa. Na noite ele não tem patrão, não tem ônibus cheio, nem prova de concurso. Contas? Só as de bar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-7126799663720268294?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/7126799663720268294/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=7126799663720268294' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/7126799663720268294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/7126799663720268294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2009/03/porque-quando-o-sol-subir-tudo-chega-e.html' title='&quot;Porque quando o sol subir, tudo chega e a paz acaba...&quot;'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/SbFH2bZDcqI/AAAAAAAAAEM/cYQjasnu-zE/s72-c/humait%C3%A1+032+copy+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-3668806867785372758</id><published>2008-07-30T14:52:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T14:54:44.519-07:00</updated><title type='text'>afirmação da vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não é papo de nostalgia, não! Nem mesmo aquelas conversas de saudade de infância, adolescência ou qualquer coisa perdida. Sim, o tempo de colégio foi a melhor época de minha vida, isso eu não posso negar! Mas não é a nenhum lamento que me refiro quando digo que apenas queria poder estar tendo essa conversa com o E. aqui na rua ou naquele bar perto da casa dele. Eu acho do caralho a risada dele e isso a tecnologia ainda não é capaz de me trazer nem tampouco de diminuir os milhares de quilômetros e necessidades trazidas pela idade que nos separam agora. A distância geográfica já não te assusta tanto, né! A mim o causa espanto é que já não me espanto com a distância afetiva que algumas pessoas e até mesmo ‘coisas’ adquiriram de uns anos pra cá.&lt;br /&gt;Na real, poucas coisas vindas das pessoas ainda me assustam. Também são poucas as que me encantam, mas estas parecem se tornar ainda mais intensas, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mesmo que escassas.&lt;br /&gt;Muita coisa mudou. Minha banda acabou, aquele amigo que eu considerava como irmão agora torço pra não ver mais a cara e, da mulher da minha vida de alguns anos atrás, não tenho notícias há quase um ano.&lt;br /&gt;Muita coisa mudou. Eu mudei muito. Já tenho outra banda, tenho meu irmão mais novo como grande amigo e falo quase todos os dias com a mulher da minha vida destes últimos meses.&lt;br /&gt;Minha paixão pela música é sempre maior que o máximo de bandas que eu possa ter, ainda tenho alguns possíveis irmãos pra manter e conhecer e, possivelmente, ainda haverão mais mulheres da minha vida pelo caminho. Afinal, vida não se resume a velhice nem tampouco aos tempos de colégio.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-3668806867785372758?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/3668806867785372758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=3668806867785372758' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/3668806867785372758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/3668806867785372758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2008/07/afirmao-da-vida.html' title='afirmação da vida'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-3778850470418539078</id><published>2007-12-27T04:22:00.000-08:00</published><updated>2007-12-27T04:27:51.400-08:00</updated><title type='text'>ser mais</title><content type='html'>Ele percebia a frieza e hostilidade nos olhares vazios nos ônibus. São 22h30 e essa desgraça metropolitana ainda consegue ter engarrafamentos. Eles roubavam qualquer resto de humor que lhe sobrasse no fim das segundas-feiras, que já lhe eram os piores dias da semana. Era quando parava de fazer o que queria e voltava a dedicar, no mínimo, dez horas de seu dia ao que precisava fazer. Ele burlava diariamente o contrato assinado há três anos. Tomava de volta pedaços do precioso tempo vendido, fosse nas páginas virtuais devorando textos e fotografias, fosse nos corredores e elevadores admirando os belos corpos que desfilavam naquele prédio. Indiferentes, é claro. Pois sua farda denunciava sua condição e, nelas, a prepotência no andar denunciava a rejeição. Mas nada que ofuscasse os seios fartos e a dança das saias. Afinal, era só isso que importava já que era só isso que elas tinham a oferecer. E essa realidade há muito tempo não lhe causava surpresa: “encontre uma de caráter se você puder”, ele ouviu, há mais ou menos dez anos atrás, o poeta urbano dizer numa fita k7. Nesses dez anos ele encontrou, perdeu, tentou, não achou, tentou novamente e vai tentar até... porque o mundo das tentativas lhe é prazeroso sim, mesmo com seus riscos, que ele se dispunha, tranquilamente e em atitudes quase suicidas, a correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errou e sofreu as conseqüências. As escolhas foram suas, os atos foram seus, as noites não dormidas e os sonos compartilhados também. E ele sempre soube que, no dia que viesse, da dor da queda ele também seria dono. Mas ela veio mais sutil do que o que muitos (inclusive ele) previam, ou talvez os açoites tenham fortalecido sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As segundas-feiras traziam também a falta dos dois dias anteriores que lhe pareciam as ressacas que, por sorte, ele nunca teve. Brindava o despertar mais tarde (apesar do adormecer muito mais tarde), a possibilidade de escolher com calma a trilha com a qual começaria enfrentar o dia, a chegada no quintal de casa pra conferir se o astro-rei imperava, os telefonemas "qual vai ser" e as conversas regadas a goles gelados e música boa em locais nada sofisticados.&lt;br /&gt;No final da sexta ele ria lembrando e comentando na mesa sobre o palestrante com suas frases gastas de auto-ajuda e seu público cochilando, aplaudindo e perdendo a noção do ridículo em dinâmicas como "o abraço do elefante", onde o gerente aproveita pra se roçar na secretária e dar um prévia do que não vai conseguir fazer após o expediente. O protótipo de gravata à frente daquelas cerca de 80 pessoas é patético, mas pelo menos o filho da puta tira uma grana boa pra fazer aquilo. O que ele não consegue entender é como as cerca de 80 pessoas ali se prestam aquilo ali sendo que o salário já tá na conta e são empregadas numa estatal e, por isso, o risco de perderem o emprego é quase nenhum. É o sub-gerente que quer chegar a gerente nem tanto pelo dinheiro, mas simplesmente pelo poder, pela massagem no ego que os aplausos nos auditórios da companhia irão lhe trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dizia sim ao mundo hostil das testas franzidas nos ônibus, garotas que traem, patrões de ego inflado, engarrafamentos, sexo por sexo (e nada mais) e prédios pichados. Era uma espécie de "querem briga, façam fila" como ele nunca havia tido coragem de dizer na infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo foi perdido. Talvez na escada em que descia para o ponto de ônibus próximo da casa dela, talvez na ladeira que lhe levava ao colégio, na praça da orla, no setor de RH ou ainda no quarto enfumaçado do amigo nada pródigo. Mas à hostilidade que estes lugares lhe ofereciam hoje, ele não estava disposto a dizer sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;na img &gt;  Gutietle Pulga, switch crooked&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-3778850470418539078?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/3778850470418539078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=3778850470418539078' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/3778850470418539078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/3778850470418539078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/12/ser-mais.html' title='ser mais'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-1412822822164273519</id><published>2007-08-09T06:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:39.839-08:00</updated><title type='text'>vertigem [pt 2]</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RrsZKvClKNI/AAAAAAAAAA8/cz6KVZ7wxtE/s1600-h/9708.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096695075516524754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="327" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RrsZKvClKNI/AAAAAAAAAA8/cz6KVZ7wxtE/s320/9708.jpeg" width="248" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seu ombro está umedecido pelas lágrimas de Sara. Abraçam-se como se fossem um ao outro o único porto seguro, o único refúgio. Como se quisessem com aquele abraço se esconderem um no outro das várias neuroses que os perseguem. Como se seus corpos fossem o lugar seguro que lhes restava naquela ilha. Não é a primeira vez que se buscam dessa forma, mas agora está nítido: é a última; o que torna a cena apaixonadamente desesperadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campainha toca. Ele não se move. “Pode ir atender...”. Ele não se move. É como se não tivesse nenhuma importância que o mundo do lado de fora daquelas paredes queimasse. Era mais uma tentativa que fora frustrada e não era só mais uma, como na maioria das vezes. Chegaram ao limite. Já estava claro que, a partir dali, seria somente tempo morto, discussões estéreis e neuroses anulando os momentos de prazer, boas conversas e inesquecíveis sonos compartilhados. Que preencheram os fugazes dias em que estiveram mais que juntos. Os corpos e almas se misturavam impulsionados pela recíproca vontade que imperava nos encontros. Não precisaram de muito tempo pra se marcar na vida um do outro. Apenas chegaram, munidos de frustrações e esperanças e puseram as cinzas novamente em chamas. O medo que Sara revelou-lhe logo nos primeiros dias agora se confirmava talvez justamente pela sua precoce existência. Foi tudo intenso demais e, consequentemente ou não, veloz demais. O momento que ele há alguns dias havia previsto chegara. E agora sabia tanto para onde ir quanto como se nunca tivesse imaginado que aquela cena pudesse acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre encarar desafios é se arriscar a fazer algo. As vezes não se arriscar ou deixar de fazer algo é o que se revela mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas sentimento já não era o bastante. Teria a vontade todo esse poder a ponto de lhes fazer fechar os olhos para todas as adversidades que lhes acompanhavam?&lt;br /&gt;Sara nunca se interessou pelos escritos, fotografias e discos dele. Ele nunca foi simpático às amizades dela. Por mais que quisessem, o mundo do lado de lá daquelas paredes não deixava de existir quando seus corpos se abraçavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez um dia esse mesmos corpos se encontrem num desses acasos que os dias chatos e aparentemente sem surpresas nos trazem, e rezam para que não apenas se cumprimentem com a aparente e ridícula frieza de quem tenta demonstrar indiferença quando o pulso acelera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;img &gt; Wagner Ramos s/s heelflip&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-1412822822164273519?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/1412822822164273519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=1412822822164273519' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/1412822822164273519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/1412822822164273519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/08/vertigem-pt-2.html' title='vertigem [pt 2]'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RrsZKvClKNI/AAAAAAAAAA8/cz6KVZ7wxtE/s72-c/9708.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-5832811590249580487</id><published>2007-07-03T11:38:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:40.024-08:00</updated><title type='text'>fuga do vale de lágrimas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RoqapJxfhEI/AAAAAAAAAA0/GfMEasn8sKo/s1600-h/9557.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083045161229845570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RoqapJxfhEI/AAAAAAAAAA0/GfMEasn8sKo/s320/9557.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em meio a tantas intrigas, J. lembra de Belchior e de que "amar e mudar as coisas lhe interessa mais". Os refúgios são sempre perigosos. Um dia você acorda e não reconhece o abrigo onde dormiu por tanto tempo. O porteiro não responde à sua saudação, a janela lhe revela uma paisagem inversá à noite anterior e e as lâmpadas não se acendem. No meio de toda sua podridão, J. sempre prezou por manter a sobrevivência de sua sinceridade, odiava os "leva e traz", as revistas de fofoca, os cochichos e as vizinhas que não têm o que fazer. Preferia que lhe esmurrassem a face a falarem de seus dias, que ele tanto resguardava para justamente não dar espaço aos dedos alheios, sempre pronto p/ se enrigecerem na direção do primeiro que passasse à frente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Surpreendia-se com a forma que estava reagindo aos açoites diários. Nenhuma inconveniente lágrima ousava chegar perto de suas pálpebras, pior ainda era se houvessem olhos alheios nas proximidades. Não era frieza. Dessa vez era força, adquirida de forma semelhante a dos corpos dos escravos que, há séculos atrás, adquiriram para, ainda hoje, a resistência pulsar na pele de seu povo. Suas noites de pouco sono, os insultos e descasos, os olhares desviados. Das partidas sempre ficará a sensação de que algo ficou pela metade e J. sabe que sempre terá algo que poderá lhe prender e não lhe deixar queimar o ontem, sempre pensando no que não deu tempo de fazer. Não importa! Ele não quer mais um elo na corrente que prende seus pés.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele pensa na utilidade que as derrotas podem ter quando se assimila a idéia de que elas são inevitáveis. Quando se aprende a rir dos heróis e dos vitoriosos. Quando o modelo do jovem de 23 anos de carreira altamente promissora não é o que se deseja quando ele tem exatamente 23 e ainda ama passar noites rindo de um punhado de bobagens com seu irmão mais novo. As luzes amarelas das ruas vazias lhe atraem muito mais que os corredores dos prédios empresariais, os auditórios onde os gerentes têm seus minutos, por vezes horas, para desfrutar do banquete de sorrisos plásticos e balançares de cabeça de imbecil aprovação. Ele tem um frio desdém sempre pronto para os que anunciam suas grandes mudanças radicais. Os novos homens e novas mulheres que surgem da noite pro dia, após se frustrarem com a "mudança da noite pro dia" da tarde anterior. "Você vai continuar a mesma coisa. Enquanto não tirar essa máscara e assumir os demônios e fracassos que habitam em você, nada vai mudar", ele havia dito alguns dias atrás à coitada que, aos 20 anos, estava mais morta do que perdida.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele não usa nenhum tipo de proteção quando a cidade desaba em chuvas. Caminha sempre depressa, mesmo quando não há um destino certo. A sensação de perda de tempo agora o faz rejeitar os abrigos. Enfrenta chuvas ou quaisquer fúrias naturais. Ele sabe que elas são inevitáveis e que o período de estiagem virá, onde ele aparecerá junto com o astro-rei, com a alma lavada e cinzas nos pés.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;img &gt; Willian Seco - s/s f/s 180 ollie&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-5832811590249580487?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/5832811590249580487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=5832811590249580487' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/5832811590249580487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/5832811590249580487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/07/fuga-do-vale-de-lgrimas.html' title='fuga do vale de lágrimas'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RoqapJxfhEI/AAAAAAAAAA0/GfMEasn8sKo/s72-c/9557.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-6187482348342008063</id><published>2007-05-22T11:47:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:40.222-08:00</updated><title type='text'>vertigem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RlNAXpLHFVI/AAAAAAAAAAs/1XbcUpKqDUw/s1600-h/9114.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067464780655564114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RlNAXpLHFVI/AAAAAAAAAAs/1XbcUpKqDUw/s320/9114.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Antes a misantropia que a auto-piedade”. Foi seu primeiro pensamento ao sair do local de realização do mal sucedido exame acadêmico. Era uma noite atípica em sua cidade. O clima, quase sempre insuportavelmente quente, agora lhe impunha uma chuva torrencial e um céu de estrelas escondidas atrás de nuvens densas. Com seu corpo ele rasgava o vento frio naquela avenida se inúmeros automóveis e raros pés. A música no headphone era a trilha perfeita para o turbilhão de sensações que explodiam dentro dele: acordes e urros os mais violentos possíveis eram cuspidos nos seus tímpanos sem dar espaço a possíveis sentimentalismos. Estava no sexto período e a incerteza lhe parecia ter sido adicionada à grade de matérias nas quais ele precisava ser aprovado. Sua paciência se tornava então tão abundante quanto o seu tempo, o algoz maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de uma semana atrás Sara tinha lhe tomado a gota de energia que lhe sobrava após uma terça-feira de muita fadiga e nenhuma dança. Sua inflamada vontade contrastava a cada dia mais com o já característico medo que ela carregava. Ele odiava tanta covardia, mas chegava a compreender a sua (?) escolha. Não tinha muito a oferecer a Sara. Presenteava a ela apenas com suas desilusões, que lhe tornavam cada dia mais vivo e áspero, e um sentimento que nada tinha de suave e muito tinha de pureza e tornados. Ele sabia o quanto aquilo poderia lhe custar. Durante todo o tempo lembrava-se que mesmo não estando à venda, o que sentia não era e jamais seria barato. Mas talvez isso já não fosse o bastante. Ele não conseguia pôr em prática as ‘soluções’ para as suas neuroses. O que dirá receitar remédios para as dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emagrecimento dos últimos meses não havia conseguido roubar a imensa beleza que brilhava no corpo de Sara aos olhos dele. Descobria e se apaixonava a cada dia mais pelos seus detalhes que se revelavam tímida e vagarosamente, como o sinal que se deixou perceber no pescoço quando ela ajeitava os cabelos em uma das noites em que, juntos, não dormiram. Amava vê-la com a aparência desleixada, vestida com roupas simples, maquiagem borrada&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(continua...(talvez))&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;img  Jarbas Jay, switch ollie &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-6187482348342008063?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/6187482348342008063/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=6187482348342008063' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/6187482348342008063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/6187482348342008063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/05/vertigem.html' title='vertigem'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RlNAXpLHFVI/AAAAAAAAAAs/1XbcUpKqDUw/s72-c/9114.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-1643293579990034131</id><published>2007-05-03T16:44:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:40.900-08:00</updated><title type='text'>estrela</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/Rjp6_-JdhtI/AAAAAAAAAAk/KgOPIvo9R6k/s1600-h/8800.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060492370737202898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/Rjp6_-JdhtI/AAAAAAAAAAk/KgOPIvo9R6k/s320/8800.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Àquela altura, a mesma medida em que renascia a cada dia os lamentos à sua volta se mostravam cada vez mais insuportáveis de serem ouvidos. E como ele odiava aquelas frases de falso niilismo barato! Tão banal nos que se acostumam ao glamour da dor, às 'músicas tristes', céus cinzas e livros de auto-ajuda. Sim, talvez houvesse naquela impaciência um tanto de egoísmo, mas era certo que não era apenas isso. Não, não o era. Ele tentava de todas as formas mostrar-lhe parte do mundo real que ela insistia em rejeitar em troca do seu 'surreal'. E como ele passou a odiar essa palavra! Ah! Que se fodesse aquela melancolia, auto-piedade e pessoas mal-amadas. Quando de face ao chão ele clamava no seu silêncio por alguma mão que o auxiliasse. Mas aprendeu a tempo que era somente sobre suas pernas estilhaçadas pela queda que ele deveria e poderia se reerguer. E assim foi e é a cada dia. As mãos alheias podem até se estender e ele reconhece que muitos tentam, mas só ele sabe de onde vem e onde está.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já se fazia janeiro novamente e ouvir "preciso esquecer", "quero apagar"...lhe soava áspero como música pop norte-americana que tenta se disfarçar de hip-hop. Naquele fim de tarde encontrou Luiza na mesma tão conhecida e frequentada por ambos em outros tempos. Haviam convivido no colégio durante 3 anos e há alguns meses não se viam. Por algumas horas ambos se deixaram levar pelo prazer que lhes despertava a nostálgica conversa. Algumas coisas permaneciam as mesmas e, entre elas, o sorriso de Luiza que permanecia com o mesmo encanto e brilho e o seu jeito de olhar do qual ele se esquivava como do maior inimigo. Foi levado até onde sua auto-defesa deixou até que, levados pela comparação da rotina cansativa e corrida de então contra a tranquila e esperançosa de outrora, chegaram à relação morta, como a folha seca que seu tênis esmagava no chão, donde de forma laguma sairia mais algum fruto. Ela lamentou a perda, assumiu se arrepender e derramou algumas lágrimas ao confessar imaginar frequentemente como estariam seus dias se não tivesse mudado o rumo da compartilhada história. Tempo era o que ele menos podia perder naquela época. Sempre tinha os dias preenchidos e suas madrugadas encontravam um corpo cansado demais pra que pudesse voltar a ter o sono roubado por nostalgias que já lhe eram por demais conhecidas. A despeito do sorriso e olhar, Luiza não era mais a mesma pessoa, nem tampouco ele. O afeto ainda existia e talvez existisse enquanto houvesse sangue pulsando em algum dos dois, mas a noite já havia chegado e com ela a proximidade da hora marcada para alguns goles com os amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-1643293579990034131?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/1643293579990034131/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=1643293579990034131' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/1643293579990034131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/1643293579990034131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/05/estrela.html' title='estrela'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/Rjp6_-JdhtI/AAAAAAAAAAk/KgOPIvo9R6k/s72-c/8800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-1643148037971603264</id><published>2007-04-10T19:14:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:41.118-08:00</updated><title type='text'>mais pimenta, menos sal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RhxL3wmX1mI/AAAAAAAAAAc/KE_yBYGj9yQ/s1600-h/7789.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051996303313589858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RhxL3wmX1mI/AAAAAAAAAAc/KE_yBYGj9yQ/s320/7789.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No seu cotidiano Johnatan era o mais cético entre eles. "Obedecia" aos seus chefes com aquela cara de garoto lutando por um futuro confortável que só ele sabia fazer. Nas reuniões, o desdém que possuía as vezes escorria no sorriso esboçado no canto da boca. Todos ao redor estavam tentando imaginar o que ganhariam a mais no Programa de Participação de Lucros e ele lembrando da noite anterior, cheia de barulhos e pouco sono. Enquanto ouvia os procedimentos a serem adotados pela força de trabalho, só pensava na hora em que saíria dali ao encontro do abraço de quem era responsável por parte das recordações que lhe borbulhavam naquele momento e que nunca eram compartilhadas nas manhãs de segunda-feira, pois não tinha a menor disposição de aturar os neuróticos mal amados da empresa fazendo piadinhas infames e cheias de despeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela havia cruzado seu caminho com um tanto de entorpecimento ou enfermidade que faziam com que Johnatan recordasse de Teresa, com suas pesadíssimas malas, chegando à casa de Thomas, na obra-prima de M. Kundera. Ele se submetia a vender, teoricamente, 10 horas de seus preciosos e fugazes dias, mas o fazia com o incômodo dos que sabem os diferentes sentidos que a palavra Dignidade pode receber. Jamais passou um dia sequer sem tentar encontrar uma forma de tocar seu foda-se para todo aquele prédio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A certeza de que iria encontrar nas noites as mesas de bar, luzes amarelas, discos, conversas e o sorriso dela, que com seu insólito encanto havia tomado de assalto o espaço em sua vida. As noites que rendem pensamentos para todo o dia seguinte estavam de volta em sua plenitude. Como quando se encontra inesperadamente um amigo no final de um dia chato e sem surpresas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nesse momento, Johnatan se encontra sentado na companhia dos sussurros acalentadores de Céu e da expectativa dos poucos minutos que faltam até que ela bata à porta e retome seu lugar, com o encanto característico de todo prazer que não se anuncia nem tampouco ilude. Apenas chega, queima e, quando quiser, deixará somente cinzas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;img &gt; ñ lembro quem é - ollie&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-1643148037971603264?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/1643148037971603264/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=1643148037971603264' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/1643148037971603264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/1643148037971603264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/04/mais-pimenta-menos-sal.html' title='mais pimenta, menos sal'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RhxL3wmX1mI/AAAAAAAAAAc/KE_yBYGj9yQ/s72-c/7789.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-6031858690486494239</id><published>2007-03-22T16:47:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:41.477-08:00</updated><title type='text'>De pé entre ruínas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RgMVyMU7B4I/AAAAAAAAAAU/dCRZqSc-8ts/s1600-h/8799.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044899959631710082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RgMVyMU7B4I/AAAAAAAAAAU/dCRZqSc-8ts/s320/8799.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinta a intensidade&lt;br /&gt;De todas as suas inabaláveis estruturas&lt;br /&gt;Ruindo com a insustentável fragilidade&lt;br /&gt;De tudo que promete ser para sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço teus desejos&lt;br /&gt;rasgando a linha que unia teus lábios&lt;br /&gt;Me são intensos, fugazes&lt;br /&gt;e clamam pra explodirem na perfeição do momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o que tens a oferecer a si mesm#?&lt;br /&gt;Que não sejam estes longínquos horizontes&lt;br /&gt;Que substituíram teus arranha-céus e te deixaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem brisas. Sem emprego. Sem amor. Sem ombros pra se apoiar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que vai ser mais forte?&lt;br /&gt;Suas vontades ou a força da perda puxando sua face novamente de encontro ao chão?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;******************************&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na img Léo Giacon, bs smith &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-6031858690486494239?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/6031858690486494239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=6031858690486494239' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/6031858690486494239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/6031858690486494239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/03/de-p-entre-runas.html' title='De pé entre ruínas'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RgMVyMU7B4I/AAAAAAAAAAU/dCRZqSc-8ts/s72-c/8799.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-9013055422936269372</id><published>2007-03-15T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T05:35:41.730-08:00</updated><title type='text'>just skate</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RfoRSze726I/AAAAAAAAAAM/5iEq3J03qig/s1600-h/8130.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042361747549969314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RfoRSze726I/AAAAAAAAAAM/5iEq3J03qig/s320/8130.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As mãos estão imundas devido ao repetido contato com o chão. O que, além da sujeira, proporcionou a forte dor que inflama o punho agora. Mas ele está costumado a esse revés e um dia leu que “prazer e dor são roda e rolamento em nossas mentes” e opta por resistir e insistir um pouco mais. Para alguns ele já não tem mais idade para isso, assim como no início a maioria achava que era coisa passageira, moda de adolescente e que nem chegava a dar motivos para sua mãe se preocupar pelo moleque se meter com algo que envolve risco físico mesmo possuindo uma considerável cicatriz na cabeça. Anos se foram e o tempo venceu a preocupação dela, mas não a paixão que ainda o move até o solo digno mais próximo de sua casa mesmo no fim de um dia entupido de fadiga.&lt;br /&gt;Ela ligou no final da tarde prometendo aparecer pois estava ‘morrendo de saudades’ e como sempre seus superlativos e declarações, que nunca lhe tocaram nem chegaram além do seu canal auditivo, não ultrapassaram os fios de telefone. Não cumpriu a promessa e foi tranquilamente substituída à altura por um pedaço de madeira, quatro rodas, duas bases de alumínio e alguns rolamentos e parafusos. Afinal, ele não tem todas as noites livres pra perder essa lua sentado esperando a boa vontade de alguém que não se deixa mover pelas próprias vontades. A ‘moda de adolescente’ ainda consegue lhe arrancar muitos ml’s de suor, vários sorrisos, lhe acelera os batimentos e, vez por outra, atrai pra si alguns interessantes olhares que podem sempre ser mais bem conhecidos no final da sessão.&lt;br /&gt;Mesmo vendo a coisa hoje ser feita por embalo por grande parte dos que estão no meio, embalados pela série da tv, pela ‘streetwear’ ou pelo rockstar chato e obeso, é na persistência de camisas suadas, hematomas pelas pernas, gírias e músicas estranhas que ele sente sua juventude borbulhando, pedindo pra que se fodam os finais de domingo que sempre apresentam todos os motivos para serem tristes. Mas em um desses encontra os amigos e os reconhecem as pessoas mais ricas que existem no fodido planeta em que vivem. Ricos demais para perder o tempo que perdem em trabalhos auto-improdutivos, ou mesmo com garotas que preferem gastar as noites em festas de gente bonita, se auto-proclamando ‘bem felizes’ e ao mesmo entupindo os ouvidos alheios de lamentos tão superficiais quanto suas maquiagens. Eles sacam a vida(sim. Nós sacamos a vida, Sal) e quando quiserem usarão, se realmente valer a pena se deixar serem usados.&lt;br /&gt;E caso ela não apareça novamente, ele sabe o quanto uma sessão pode preencher seu final de tarde. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-9013055422936269372?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/9013055422936269372/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=9013055422936269372' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/9013055422936269372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/9013055422936269372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/03/just-skate.html' title='just skate'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tS13FBjxMdI/RfoRSze726I/AAAAAAAAAAM/5iEq3J03qig/s72-c/8130.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116822437899224712</id><published>2007-01-07T18:33:00.000-08:00</published><updated>2007-01-07T18:46:19.003-08:00</updated><title type='text'>planos à esquerda</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1133/3803/1600/144392/6790.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1133/3803/320/658862/6790.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Buscando cada poro da existência que se possa entupi-lo com um pouco mais de vida. Vencendo a falta de ânimo como quando a mente borbulha de idéias no caminho de volta pra casa mas a euforia não vence a porta e se mostra incapaz de mover as mãos pra buscarem a caneta e o papel. E quantas palavras se perderam, ficaram apenas para os pensamentos que lhes deram origem, sem ultrapassar a mente, muito menos os lábios. Divagações que poderiam ter gerado prazerosos escritos mas que foram vencidas por inexplicável desânimo. Inexplicável como o receio de dizer o que o coração já não suporta guardar somente pra si. Como sentimento de nome que ainda me é desconhecido de quando se quer abraçar a mãe, sabendo que ela amaria isso mas simplesmente não se consegue. Por mais intensas que sejam, as vontades as vezes se mostram incapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se move. Silêncio. Sem surpresas. O medo acovarda, o rancor caleja, a angústia derruba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muda o ano, sente o susto de como o tempo é impiedoso e os bons momentos são fugazes. Se enxerga em mais um final de domingo, só e ensimesmado, com a mente inquieta tentando achar um outro modo de levar seus dias, sem precisar dedicar mais de dez horas destes à apenas remuneração por atividades que lhe são auto-improdutivas, que de enriquecimento interior só trazem os testes diários que faz com a própria paciência. Aprendendo a lidar com os demônios que o cercam e que estão dentro de si, sempre empurrando seu corpo pra fora do prédio cinza em busca do peculiar azul que o céu ostenta. Pensando em não mais se frustrar com a indiferença dos ouvidos e olhos alheios para com os tesouros que tenta compartilhar. O sentido nunca será o mesmo pra ninguém. Esse verso, nota, página, manobra, estrofe, voz ou coisa que o valha tem sua forma de tocar a cada um. Ele sabe o quanto vale a pena vencer por 3 minutos mais o sono algoz em troca de ganhar mais essa página para guardar em sua falha memória ou até mesmo aplicá-la em seus passos. Ele e, talvez, apenas ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;img &gt;&gt; Nilton Urina - flip&lt;br /&gt;play &gt; Denali - run through&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-116822437899224712?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/116822437899224712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=116822437899224712' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116822437899224712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116822437899224712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2007/01/planos-esquerda.html' title='planos à esquerda'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116563147363676754</id><published>2006-12-08T18:08:00.001-08:00</published><updated>2006-12-08T18:31:13.646-08:00</updated><title type='text'>algo sobre nós</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1133/3803/1600/610575/6600.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1133/3803/320/396669/6600.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As vezes não dura nem uma hora, mas vale por todo o marasmo de uma semana de rotina. Eles unem-se aos gritos, empurrões e danças. O que realmente entendem por arte talvez nunca esteja num museu ou enciclopédia. É feito em lugares abafados, regado a muita transpiração e barulho incômodo.Mas, se até mesmo uma das disciplinas na faculdade diz que arte é o que mexe com o sensível, que nome dar a acordes sendo tocados da forma mais agressiva e raivosa mas que, ainda assim, conseguem emocionar jovens que talvez nunca se conhecessem não fosse a paixão que compartilham por essa forma de se tornar artistas?&lt;br /&gt;Ele grita, ergue e gira os braços, aponta os dedos pro alto como se estivesse cantando as maiores verdades de sua vida. E está! Os versos escritos em algum quarto ou estúdio localizado a quilômetros de distância dele lhe parecem ter saído de suas canetas. Experiências parecidas, alguns dos mesmos sentimentos compartilhados e um estilo de vida comum, mas que foge ao entendimento das "pessoas comuns". O amigo que flutua por cima dele agora já é pai de família e quando volta ao chão eles se abraçam e estão com um sincero sorriso infantil estampado nas expressões. As cobranças do tempo poderiam ter feito que virassem cidadãos-padrão. Poderiam agora estar mortos em vida com pouco mais de 20 de idade e fazendo tudo que há poucos anos atrás rejeitavam em seus pais. Ou mesmo presos a alguma rebeldia estética(e apenas estética) que já anda estampada em qualquer peça de roupa da alameda das grifes. Mas talvez seja aquela opção pela arte suja que os faz se sentirem estupidamente vivos agora e ganharem mais um dia pra lembrar. Onde a distância entre artista, obra e público é inexistente.&lt;br /&gt;Eles já possuem responsabilidades que os despertarão às 6 da manhã do dia seguinte. Mas os olhos úmidos de tanta euforia são sinais de que para eles tudo aquilo ainda vale a pena, simplesmente por ser verdadeiro demais pra ser trocado por algum descanso. Voltarão pra casa roucos, suados, cansados, sujos e com o corpo moído. Talvez até sem saber o que responder se alguém lhes perguntar o porquê de ainda viverem aquilo. Mas eles bem sabem a resposta e ela é simples como queriam que o cotidiano fosse: ainda vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;play &gt; Lifetime - young, loud and scotty&lt;br /&gt;imagem &gt; Rodolfo Gugu - frontside flip&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-116563147363676754?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/116563147363676754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=116563147363676754' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116563147363676754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116563147363676754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2006/12/algo-sobre-ns.html' title='algo sobre nós'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116442436567915470</id><published>2006-11-24T18:26:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T19:12:45.690-08:00</updated><title type='text'>o quê? sou eu...seu lado direito...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1133/3803/1600/278957/7540.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1133/3803/320/759753/7540.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura ele queria mais era que se fodessem seus tímpanos e retina. Os gritos e distorções do Ludicra foram postos no volume máximo e as palavras se se embaralhavam com a oscilação do ônibus estupidamente abarrotado. Trajeto diário, cruzando a cidade cada dia mais insuportavelmente caótica, tendo sempre nos papéis ou no headphone a companhia em meio a multidão solitária. Antônio Carlos Magalhães, Tancredo Neves, Luís Eduardo Magalhães. As homenagens em forma de concreto e asfalto o fazem odiar ainda mais estes nomes.&lt;br /&gt;Mas apenas algumas páginas são necessárias para levá-lo para as proximidades de um pântano pouco antes do Texas, dentro de um carro, acompanhado por dois loucos pela vida e uma garota bela e igualmente disposta. Todos transbordando de vontade, assim como ele e também não entendem nada que se relacione a 'futuro promissor'. Sente o êxtase e a tensão causada pelo medo do desconhecido e compartilha do prazer de se encontrar. Apenas alguns minutos, que talvez tenham lhe representado a dança daquele dia difícil e fugaz, mas que ele não se permitia que fosse perdido.&lt;br /&gt;E a mente turbilha, sempre "inquieta como um redemoinho". Pipocando idéias, planos a curto prazo e duelando com o corpo exausto, que reclamava como um velho chato ao ouvir as ordens dos dias seguintes. Quase sempre preenchidos.&lt;br /&gt;A lista de nomes alunos nas costas da camisa de terceiro ano da garota ao seu lado lhe remete a tempos passados. Mais ou menos quatro anos se passaram. A fugacidade do tempo sempre lhe assusta e, por vezes, chega a entristecê-lo. Sim, realmente tudo era bem mais simples. E por alguns instantes a sensação da falta lhe vem. Como um lampejo vem, e da mesma forma vai. Não há tempo pra perder com nada disso.&lt;br /&gt;Sim, pode cair e quem sabe até esteja caindo agora. mas se orgulha ao saber que a angústia vai ser vencida sem precisar ir contra suas leis, trair a si mesmo, buscar vida em coisas mortas. Essa noite vai dormir com vontade de destruir tudo, de jogar tudo pro alto, de "pôr fogo no louvre e limpar a bunda com a Monalisa". Mas agora sabe da imensa possibilidade de acordar no dia seguinte e esboçar um grande e sincero sorriso pra tudo que tirou seu sono na noite anterior e se render a mais um dia cheio de vontades possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Playing&gt;&gt;Beastie Boys - no sleep till brooklin&lt;br /&gt;na img&gt;&gt;Fernando Cardoso, boneless___________flying.....flying.....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-116442436567915470?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/116442436567915470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=116442436567915470' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116442436567915470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116442436567915470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2006/11/o-qu-sou-euseu-lado-direito.html' title='o quê? sou eu...seu lado direito...'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116251961283218625</id><published>2006-11-02T18:02:00.000-08:00</published><updated>2006-11-02T18:06:52.843-08:00</updated><title type='text'>pouca coisa: um skate e uma estrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1133/3803/1600/8101.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1133/3803/320/8101.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de viajar vem se mostrando mais forte a cada dia. Dormindo 5hs por noite, tendo os fins de semana cada vez mais apertados entre o mundo de coisas que se deve fazer e o mundo que se deseja, acumulando algumas dores de coluna e umas doses diárias de indignação. Não, passa longe de minha vontade me refugiar em uma fazenda ou coisa do tipo e filosofar em contato com a natureza. O caos já está por demais inserido em mim para que isso me fosse fonte de prazer. O desejo de estradas se faz pela possibilidade de novos rostos e paisagens a serem descobertas junto a elas. Firmar ou fazer amizades e, é claro, retocar ou conhecer novos belos corpos.&lt;br /&gt;Eu quero os bancos de espera das rodoviárias ou aeroportos. A tensão de ter que chegar no horário certo para não perder o embarque. A satisfação de encontrar amigos e viajar em assentos próximos, tendo prazerosas conversas intervaladas por prazerosos cochilos. Acordar, trocar o disco no discman, olhar para o lado e se admirar com os belos vales, montanhas e andarilhos. Lutar um pouco mais contra o sono em troca de poder capturar através de lentes sobrepostas a chegada do astro-rei a esta estrada entre duas cidades que você não sabe os nomes. Comemorar e comentar com o parceiro do lado ao ver duas belas garotas embarcarem no meio do caminho, mesmo elas sentando distantes e parecerem não ter sequer te percebido. Dormir novamente e ser desperto por uma criança chorando no banco da frente. Se informar sobre onde está e se alegrar por saber que apenas 20 ou 30 minutos te separam do seu destino.&lt;br /&gt;Ter nos sorrisos e abraços que explodem te recebendo, a recompensa por qualquer gasto ou desgaste dispensado para estar ali. Ou mesmo perceber nos rostos e paisagens ainda estranhos a renovação de suas vontades, do ‘nitimur in vetitum’ constante. Lembrar de Kerouac, de um carnaval passado, invadir novas vidas e roubar mais momentos vividos pra eternidade de sua memória. Porque isso ninguém poderá te roubar e as estradas podem te dar: algo pra lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;player &gt;&gt; Godspeed You! Black Emperor - storm&lt;br /&gt;imagem &gt;&gt; Humberto Beto - backside nosegrind............street extremo, olha o chão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-116251961283218625?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/116251961283218625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=116251961283218625' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116251961283218625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116251961283218625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2006/11/pouca-coisa-um-skate-e-uma-estrada.html' title='pouca coisa: um skate e uma estrada'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116174757065128739</id><published>2006-10-24T20:33:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T20:39:30.660-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1133/3803/1600/7542.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1133/3803/320/7542.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos haviam cessado e as vozes despediram-se. Para espantar o tédio e a perda de tempo, catou as chaves, algum dinheiro e o discman. Tecla play no disco do Simples, bate a porta e sai, andando sem muito objetivo, por aquelas tão conhecidas ruas, que percorre desde sua infância: ‘nascido e criado’. Pelo caminho apenas algumas possibilidades. Gostava das luzes amarelas, dos faróis dos carros e dos sons noturnos. Observava os tipos típicos dos bairros populares de sua cidade: a cor da pele, os tipos de roupa, o jeito de falar, de gargalhar, de andar. Uns cambaleavam entorpecidos, outros se cumprimentavam alegres e, vez por outra, alguns belos corpos presenteavam sua visão. Uma das vantagens de viver nesses tipos de lugar é a movimentação quase sempre intensa. As ruas convidam as pessoas. Nela, se esbarrem, se envolvem, se brindam ou se matam.Riu do que havia se passado algumas horas antes, quando ela havia preferido controlar suas vontades e impulsos em favor de uma relação segura e sem graça. Não era questão de julga-la certa ou errada. Ria apenas porque havia abdicado daquilo tudo. Ver a maioria dos amigos enamorados e alguns até casados o deixava feliz. Mas ali não era sua vez de voltar a viver algo do tipo. E não o era simplesmente porque ele não queria. Por muito tempo esse havia sido o seu maior alvo. Tempo o bastante para agora se sentir incrivelmente bem com a forma descarada com que vai levando os seus dias. E não pedia compreensão a quem quer que fosse. Só ele sabia até onde havia chegado. Tecla stop pra poder ouvir a voz de alguns amigos que cruzam o caminho. E ali se foram conversas, muitos sorrisos e alguns goles até mais de 3 horas de um novo dia seguinte. A campainha o desperta e alguns minutos depois ela o surpreende à porta. Cheia de sorrisos, palavras saindo freneticamente e alguma maquiagem. As conversas esbarram nos calos formados que ele carrega consigo. Os olhares não têm mais o mesmo poder. Nem mesmo quando a mão dela distraidamente busca a sua, como quem não percebe a intensidade a qual um dia foi capaz de despertar. Ele sabe o quanto lhe custaram caro os sorrisos que hoje é capaz de distribuir a quem lhes merece. E realmente não tem a menor disposição de perdê-los. Ela se despede. Com algumas palavras confusas proferidas sem descanso. Confusas e intensas, mas ditas com aquela mesma simplicidade que lhe é característica e que, por vezes, o faz reconhece-la novamente em sua essência. Seja no olhar triste e forte, seja na mania de andar rápido ou no cheiro. Mas um “bom vivan jamais mostra o ponto fraco”. E num fim de domingo ele reconhece nas sobras e na bagunça da casa indícios do seu castelo reerguido. Senhor e servo das próprias vontades. Sem tempo pra ficar pensando em crise. Preenchendo-se dos sopros que passam pelos seus dias. Play na voz da Bjork e que venha o sono dos justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;&lt;br /&gt;player &gt; Noção de nada - feio&lt;br /&gt;imagem &gt; Alessadro Ramos - one wheel nose manual.......equilírio, broder&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-116174757065128739?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/116174757065128739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=116174757065128739' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116174757065128739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116174757065128739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2006/10/os-movimentos-haviam-cessado-e-as.html' title=''/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116063030889037205</id><published>2006-10-11T22:04:00.001-07:00</published><updated>2006-10-11T22:18:28.893-07:00</updated><title type='text'>segundo ato</title><content type='html'>Eu não me conformo com as paisagens presas no plano de fundo das telas de computador. Com o hit do momento estourando no seu dial. Com o top de best-sellers da Veja. Com os amores tão fáceis quanto falsos, entupidos de declarações que jamais ultrapassam garganta a dentro. Com as ordens terceirizadas deste bando de imbecis que reclamam tanto e, na primeira oportunidade, fazem a merda da mesma forma. Bando de imbecis! Tão incompetentes e arrogantes quanto os chefes que dizem odiar. Contentes pela conquista de uma média posição na burrice que é toda hierarquia. Contentes com os ‘hobbies’ de fim de semana.&lt;br /&gt;Sou coberto de rancores e cicatrizes. Que poderiam assustar os mais ingênuos. Mas ainda assim, sempre consigo te decepcionar toda vez que sorrio sozinho, como um louco. É minha mente que frequentemente se despede do meu corpo e me faz ver a insignificância de tudo o que tenta roubar meus dias. Revela-se a mim a simples grandeza do que você não consegue sequer perceber. E eu só lamento. “Essa é sua vida, e ela vai acabando a cada minuto”, algumas páginas e milhares de dias me ensinaram. E toda vez que saio de um prédio luxuoso, frio e feio, olho para cima. E o louco sorri sozinho novamente. Alguns minutos mais que cinco horas da tarde e o céu se faz um verdadeiro um presente pra quem não viu nada muito além de beges e cinzas durante a maior parte do dia: rosa, azul e amarelo fazem uma guerra diária até serem vencidos pela penumbra.&lt;br /&gt;E isso pode me tocar. Posso me emocionar ao comentar sobre um livro ou uma música com alguém. Posso ter uma crise de risos ao falar besteiras com amigos, no fim de um dia de rotina chata e cansativa. Posso sentir minha face queimando incendiada por acordes e gritos, que espancam meus tímpanos e ferem minhas cordas vocais, mas que me dão um alívio que nenhum terapeuta conseguiria alcançar - “suja a roupa, mas lava a alma”. E posso ser muita coisa, mas jamais tão ingênuo a ponto de achar que um mundo império do superficial viesse a compreender algo tão intenso. Do ostracismo assalto mentes, roubo lugares em vidas, peço licença por alguns instantes para não ter que fugir de vez.&lt;br /&gt;Mas não seja covarde a ponto de me pedir pra ter razão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;playing &gt; Beastie Boys - girls&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-116063030889037205?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/116063030889037205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=116063030889037205' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116063030889037205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/116063030889037205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2006/10/segundo-ato_11.html' title='segundo ato'/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34502053.post-116063006337453739</id><published>2006-10-11T22:04:00.000-07:00</published><updated>2006-10-11T22:14:23.383-07:00</updated><title type='text'>segundo ato</title><content type='html'>Eu não me conformo com as paisagens presas no plano de fundo das telas de computador. Com o hit do momento estourando no seu dial. Com o top de best-sellers da Veja. Com os amores tão fáceis quanto falsos, entupidos de declarações que jamais ultrapassam garganta a dentro. Com as ordens terceirizadas deste bando de imbecis que reclamam tanto e, na primeira oportunidade, fazem a merda da mesma forma. Bando de imbecis! Tão incompetentes e arrogantes quanto os chefes que dizem odiar. Contentes pela conquista de uma média posição na burrice que é toda hierarquia. Contentes com os ‘hobbies’ de fim de semana.&lt;br /&gt;Sou coberto de rancores e cicatrizes. Que poderiam assustar os mais ingênuos. Mas ainda assim, sempre consigo te decepcionar toda vez que sorrio sozinho, como um louco. É minha mente que frequentemente se despede do meu corpo e me faz ver a insignificância de tudo o que tenta roubar meus dias. Revela-se a mim a simples grandeza do que você não consegue sequer perceber. E eu só lamento. “Essa é sua vida, e ela vai acabando a cada minuto”, algumas páginas e milhares de dias me ensinaram. E toda vez que saio de um prédio luxuoso, frio e feio, olho para cima. E o louco sorri sozinho novamente. Alguns minutos mais que cinco horas da tarde e o céu se faz um verdadeiro um presente pra quem não viu nada muito além de beges e cinzas durante a maior parte do dia: rosa, azul e amarelo fazem uma guerra diária até serem vencidos pela penumbra.&lt;br /&gt;E isso pode me tocar. Posso me emocionar ao comentar sobre um livro ou uma música com alguém. Posso ter uma crise de risos ao falar besteiras com amigos, no fim de um dia de rotina chata e cansativa. Posso sentir minha face queimando incendiada por acordes e gritos, que espancam meus tímpanos e ferem minhas cordas vocais, mas que me dão um alívio que nenhum terapeuta conseguiria alcançar - “suja a roupa, mas lava a alma”. 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O trabalho durante o dia o havia deixado cansado demais para deixar espaço para alguma surpresa noturna numa quarta-feira. Ao longo dos vários congestionamentos até sua casa, observava pela janela as paisagens feias, as pessoas sempre apressadas e aparentemente perdidas, todas com suas dores e prazeres, as vezes não percebidos. Sentia uma hostil vontade de pôr fogo em tudo, de berrar que tava tudo errado e parecia que ninguém nunca ia se dar conta. Lembrou da bela noite que passara na véspera e pensava como era assustadora e encantadora ao mesmo tempo essa capacidade que tinha de ir do inferno às nuvens – e vice-versa – de um dia pro outro, de uma tarde para a noite que a seguiria. Nas noites poderia encontrar desde festas e grandes encontros, a coisas simples e imperceptíveis aos sentidos alheios como uma música ou uma sessão como não fazia há tempos. E aí estava o encontro que mais uma vez salvaria o seu dia do inferno onde queimam os padronizados e satisfeitos. O corpo pedia descanso, talvez algumas horas em frente a uma tela de computador, antes de ser vencido pelo sono. Sua mente inquieta e sua Vontade pediam pelo conflito do vento contra o corpo suado, das rodas contra o concreto, dos tênis sujos contra as faces ásperas. Seguiu sua imperatriz e enquanto se deixava levar pelo prazer de atender a um desejo simples, sentia os regozijos lhe invadirem a cada tentativa, a cada queda, a cada acerto. E sorria com um orgulhoso desdém de tudo que naquele dia lhe havia feito franzir a testa, gritar por dentro, e que agora se mostrava tão insignificante diante da grandeza do prazer que um simples lazer de maluco pode lhe trazer. Ali, confirmou mais uma vez: os carrascos não dançam, dormem demais, são sempre velhos demais pra compreender as formas de um coração jovem se preencher e estão sempre tão preocupados em fiscalizar os passos alheios que não percebem a própria vida passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************************************&lt;br /&gt;no player &gt;&gt;Catharsis - exterminating angel&lt;br /&gt;na imagem&gt;&gt;André Hiena - backside boardslide&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34502053-115837774099426090?l=maoslivres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maoslivres.blogspot.com/feeds/115837774099426090/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34502053&amp;postID=115837774099426090' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/115837774099426090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34502053/posts/default/115837774099426090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maoslivres.blogspot.com/2006/09/andr-hiena-backside-boardslide.html' title=''/><author><name>maoslivres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14188598535084769928</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
